AMAVI - Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí

Prefeitos se comprometem em ajudar hospital regional e cobram auxílio do Estado

terça, 7 de junho de 2011

O Secretário de Estado da Saúde, Dalmo Claro de Oliveira, participou ontem (6), de uma reunião na AMAVI, com a presença de prefeitos, deputados, secretários municipais de saúde, representantes das SDRs, representantes da FUSAVI e demais profissionais ligados ao setor, para tratar da atual situação financeira do Hospital Regional Alto Vale.

Durante a reunião presidida pelo presidente da AMAVI, prefeito Osni Francisco de Fragas e pelo prefeito de Rio do Sul, Milton Hobus, o presidente da FUSAVI, Vilson Schulle apresentou uma proposta para os municípios auxiliarem no pagamento dos atendimentos no pronto socorro do hospital. De acordo com a proposta da FUSAVI, foi realizado um levantamento do número de atendimentos por município no pronto socorro de 2010 até maio de 2011, e através desta média cada município pagaria cerca de 12 reais por atendimento. O colegiado regional de secretários de saúde já havia se manifestado favorável a proposta e os prefeitos presentes na reunião também acataram a sugestão, que deverá ser colocada para aprovação na próxima assembleia da AMAVI.

Apesar da aceitação dos prefeitos em relação a proposta, o presidente da FUSAVI deixou claro que isso não resolve o problema, é apenas o início de um processo que precisa urgentemente de soluções. “ Não vejo outra saída que não seja a aplicação de recursos públicos, estamos correndo o risco de fechar as portas pois quanto mais atendemos, maior é o nosso prejuízo, precisamos dividir essa responsabilidade com todos que usam o hospital”. Segundo Schulle, a dívida atual do hospital é de R$ 17 milhões.

O prefeito municipal de Rio do Sul destacou que a causa principal da situação financeira do hospital regional é a falta de reajuste na tabela SUS. “É um problema de falta de reajuste dos serviços prestados e não um problema de gestão, vivemos um caos anunciado na saúde pública, todos os 22 hospitais da região estão com dificuldades, mas o regional por atender média e alta complexidade é o que mais sente as dificuldades em virtude da falta de reajuste dos procedimentos”. De acordo com dados apresentados na reunião, na média complexidade, onde a maioria dos hospitais filantrópicos de Santa Catarina atende, a tabela SUS não é reajustada há mais de 10 anos.

Após ouvir as colocações dos prefeitos e deputados que também se colocaram a disposição para discutir e buscar uma alternativa para o problema, o Secretário de Estado da Saúde, Dalmo Claro de Oliveira, foi categórico ao afirmar: “ O Estado não tem solução para atender o Hospital Regional Alto Vale e os demais hospitais de Santa Catarina que estão com problema de déficit, ocasionado por conta de uma baixíssima tabela do SUS”.

A alegação do secretário é que o Estado não tem como suplementar esta defasagem porque todos os hospitais filantrópicos de Santa Catarina têm dificuldades de custeio. Como exemplo citou o valor da diária de UTI, que custa de R$ 800 a mil reais e o valor repassado pelo SUS é de R$ 400. “Os hospitais filantrópicos não só não têm dinheiro para investir como estão acumulando dívidas, temos que otimizar os serviços e precisamos dividir este problema entre o Estado e os municípios”. A citação do secretário faz referência a proposta apresentada pela FUSAVI aos prefeitos, para o pagamento de cerca de 12 reais por atendimento no pronto socorro, valor que ele considerou muito baixo em virtude do déficit apresentado.

Diante de tantos problemas, a notícia positiva apresentada pelo secretário Dalmo, foi que, a médio prazo, a contribuição federal para hospitais que atendem urgência e emergência deverá ser ampliada. “No congresso nacional de secretários de saúde, realizado recentemente, foi anunciado que haverá um incentivo para as unidades que atendem a traumas e procedimentos cardiovasculares, este hospitais irão receber R$ 200 mil mensais e o valor da diária de UTI por exemplo que hoje é de cerca de R$ 400 deve passar para R$ 800.

O presidente da AMAVI finalizou a reunião reforçando o pedido ao secretário para que não meça esforços em buscar junto ao governador uma saída para esta situação do hospital regional e conclamou os deputados presentes para lutar pelo reajuste da tabela SUS e pela aprovação da Emenda Constitucional 29, que fixa os percentuais mínimos a serem investidos anualmente em saúde pela União, por estados e municípios. O prefeito Milton Hobus concluiu garantindo que “o governador Raimundo Colombo não vai se opor se não tem orçamento na saúde, irá buscar em outro local”.

Mais notícias

Consórcios


Acesso Rápido

Próximos aniversários